Segunda, 01 de Março de 2021
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Microanálise Sobre a Mortalidade Infantil no Brasil

O perfil epidemiológico dos países está em progressivas mudanças, portanto estes valores não são imutáveis

03/12/2020 17h00
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Por: Redação
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Primeiramente gostaria de agradecer pela oportunidade de realizar um pequeno artigo com essa temática, que nos instigue a aprofundar sobre determinada causa e fazer com que nosso pensamento crítico seja prevalente.

Para entendermos a mortalidade infantil, começo com sua conceituação segundo consta no DATASUS: número de óbitos de menores de um ano de idade por mil nascidos vivos em determinado espaço geográfico em um ano considerado. Diante isso a classificação das taxas de mortalidade infantil baseiam-se em:

 -  altas: >50

-  médias: 20-49

-  baixas: menos de 20

O perfil epidemiológico dos países está em progressivas mudanças, portanto estes valores não são imutáveis, visto que envolve muitas questões como condições socioeconômicas, nível escolaridade, acesso a saúde entre outras. Algo que nos países desenvolvidos já está consolidado. De acordo com a ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) a meta é que até 2030, é zerar as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de 5 anos, com todos os países objetivando reduzir a mortalidade neonatal para pelo menos 12 por 1.000 nascidos vivos e a mortalidade de crianças menores de 5 anos para pelo menos 25 por 1.000 nascidos vivos.

Em relação a década de 90, obviamente tivemos muitos avanços e um importante decréscimo na mortalidade infantil, segundo a Organização Pan- Americana da Saúde (OPAS) 56% nas mortes de crianças menores de 15 anos, de 14,2 milhões para 6,2 milhões em 2018. Em nosso país também houve um importante declínio nos últimos anos, provavelmente devido a maior atuação em políticas públicas.

Entretanto ainda não é o suficiente para o tamanho do país e sua população, ainda vemos um número expressivo nas regiões norte/nordeste, com muita margem para melhorarmos os indicadores. Portanto, precisamos cada vez mais intensificar e fortalecer as formas de combate à mortalidade infantil, seja com a educação, saneamento básico, acesso a saúde de qualidade entre outros.

Assim como podemos ter índices mais altos aceitáveis nos países desenvolvidos devido a condição socioeconômica, alguns fatores determinantes na minha linha de raciocínio não foram contemplados no trabalho. Estes fatores determinantes podemos citar: saneamento básico, escolaridade, causas evitáveis ou não, por motivo, faixa etária, tipo de parto, peso ao nascer que podemos relacionar com estado nutricional e renda. Enfim também cabe frisar que, como gestores de saúde temos o papel de fortalecer diariamente as políticas públicas de saúde com o intuito de prevenir a mortalidade infantil e demais indicadores epidemiológicos.

Referências:

https://odsbrasil.gov.br/

 http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php 

https://www.paho.org/pt/brasil 

http://tabnet.datasus.gov.br/tabdata/livroidb/2ed/CapituloC.pdf

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Fábio Avila
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