Domingo, 28 de Fevereiro de 2021
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Reflexão sobre as Tecnologias em Saúde e sua importância no processo do cuidado

As tecnologias duras compreendem a questão estrutural de um determinado setor onde estamos inseridos

08/10/2020 16h47
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Por: Redação
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Estamos em um ano marcante, está sendo marcante por nos trazer inúmeras reflexões sejam elas pessoais e/ou profissionais. O Covid-19 está obrigatoriamente trazendo-nos para fazer estas reflexões. Por muitas vezes não nos damos conta, mas as tecnologias em saúde nos acompanham enquanto trabalhadores em saúde em todo o momento. Segundo (Merhy 1997) a tecnologia em saúde anda junto com o cuidado e para realizarmos o cuidado com eficiência precisamos entender os três conceitos.

As tecnologias duras compreendem a questão estrutural de um determinado setor onde estamos inseridos. Podem imaginar um hospital, um posto de saúde, enfim algo que trabalhe com o cuidado. Precisamos de um local, de materiais e equipamentos hospitalares, de Procedimentos Operacionais (POPs). Enfim, podemos imaginar diversos cenários apenas imaginando essa tecnologia. Estes cenários que vem desde os hospitais particulares com toda sua estrutura como também as Unidades Básicas de Saúde no interior da região norte do país. Muitas vezes os profissionais ficam limitados no cuidado devido à falta de estrutura.

As tecnologias leve-duras conforme (Merhy 1997) insere-se no processo de saber, como utilizamos o conhecimento para realizarmos o cuidado. Seja ao produzirmos ou operacionalizarmos um equipamento hospitalar como também entendermos os Procedimentos Operacionais (POPs). Associo muito essa tecnologia quanto a importância na formação dos profissionais em saúde. O ensino seja no técnico ou graduação é necessário uma qualidade primordial. A tecnologia leve-dura nos instrumentalizará quanto profissionais em saúde para situações diárias. Neste parágrafo podemos fazer uma indagação mencionando o assunto do parágrafo anterior. O que adianta uma estrutura diferenciada, se não há o processo de saber do profissional em saúde? Portanto o contato com as tecnologias em saúde, saber a sua existência compõe um diferencial para o futuro profissional.

Sobre as tecnologias leves, talvez seja a parte mais complexa das tecnologias do cuidado, pois envolve as relações humanas, seja entre os membros da equipe como também entre equipe e paciente e por que não também a relação do homem com o saber. Não há possibilidade de falarmos sobre tecnologias leves senão falarmos da comunicação. A importância da comunicação entre membros da equipe e também com o paciente é fundamental, ela talvez seja o principal fator de proteção quando falamos sobre segurança do paciente. Conforme (Merhy 1997) sintetiza dizendo que a tecnologia leve era a ação sobre estas duas tecnologias. E também continua argumentando que não há protocolos para esta tecnologia, sendo um mundo aberto na qual a prática compõe seu enriquecimento.

A combinação de insucesso dessas três tecnologias e/ou a falha de um destes, pode causar eventos adversos irreversíveis. A falta de conhecimento dos POPs, assim como a imperícia dos profissionais atrelam-se a tecnologia leve-dura. Quando penso na tecnologia leve remeto-me sobre a falta de comunicação eficiente entre os profissionais e com a paciente. A tecnologia dura vem em mente a falta de estrutura de um hospital com materiais adequados.

Portanto, as tecnologias em saúde, quando falamos em cuidado não podemos falar isoladamente, pois as três supracitadas tem sua importância. A tecnologia leve por exemplo não deve ser de nenhum modo engessada e a Covid-19 está evidenciando a importância destes aspectos. Precisamos de hospitais com qualidade, profissionais devidamente treinados e uma equipe coesa quando falamos em comunicação.

A possibilidade infinita de acessos a informações instantâneas atualmente, nos traz a certeza que a comunicação deve ser trabalhada diariamente entre a própria equipe e com o paciente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Merhy, E. E. Em busca do tempo perdido: a micropolítica do trabalho vivo em saúde. In: Merhy, E. E.; Onocko, R. (Org.). Agir em saúde: um desafio para o público. São Paulo: Hucitec, 1997.

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Fábio Avila
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